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Politicamente (in) Correto – Ep.3 – Sobre o sexo e a possessividade.

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(…) Como estamos a falar no ser e no ter, passemos antes à importância de não ter pessoas e nem sequer se ter a si próprio, ou seja, obedecer a algo para evitar o orgulho e o consequente fortalecimento da personalidade (…).

(…) existirem poucas atitudes mais nefastas do que a do marido que julga ter a mulher, a da mulher que julga ter o marido, a dos dois presumindo terem o filho ou a do patrão a pensar ter o empregado quando, na verdade, ninguém pode possuir quem quer que seja.

No entanto, a grande maioria dos humanos continua olhando utilitariamente os outros, sempre prontos a usá-los como se fossem simples objetos capazes de lhe proporcionarem prazer, lucro ou poder. O homem considera a mulher como um objeto de prazer ou lucro, a mulher pensa no homem como um objeto de lucro ou de prazer, mesmo quando se une a ele através de uma fórmula religiosa simplesmente papagueada, enquanto o político considera os eleitores como degraus que o levarão ao poder, etc.

 

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– Muito do sofrimento da humanidade nasce dessas presunções equívocas, provenientes do desejo de ter, ânsia tão forte que até vos levou a presumirem-se o centro do Universo – lembrou, para minha surpresa.

Então evocou a época em que os homens presumiam a terra plana, e todo o Universo uma grande abóboda onde Deus fixara vários luzeiros com o único objetivo de as admirarem à noite. Depois vergaram-se, muito contrariados, à evidencia da esfericidade do nosso planeta, agarrando-se, com unhas e violência, à teoria do Sol andar à volta da Terra e não a Terra à volta dele.

 

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Só após demasiadas vítimas entre os vanguardistas da época, os guardiões do pensamento concederam, a muito custo, não passar o planeta de um dos vários a girar em volta de uma estrela central, elemento de um sistema solar perdido na imensidão de sistemas solares de uma das muitas galáxias já descobertas.

Baseando-se em más reconstituições e traduções medíocres dos textos bíblicos, a maior parte dos ocidentais, influenciada pela cultura judaico-católica, anda agora está convencida de que o homem é o rei da Criação, não existindo no Universo nada mais importante do que ele, sendo-lhe portanto legítimo destruir tudo quanto lhe apeteça. (…)

O Livro da Serpente, Victor Mendanha, editora Pregaminho, página 74 e 75

Nós, e os outros

“Não olhes para o que os outros te fazem, mas para quanto fazes aos outros, porque cada um é responsável pelos seus actos. A personalidade é que se indigna e ressente com as acções praticadas contra ti. O Eu, ou individualidade, passa completamente indiferente pela opinião que os adormecidos fazem a teu respeito. O que interessam o que dizem e pensam de ti quando já vais tendo consciência da tua origem divina? Deves aceitar esse estado de consciência não com orgulho, mas com humildade, colocá-lo ao serviço dos outros para alcançares um estado de consciência ainda mais elevado”.

O Livro da Serpente, Victor Mendanha, editora Pregaminho, página 78

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