As minhas viagens

Bem-Vindos a Nova Iorque: “The city that never sleeps”.

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Seis mulheres em NY

Já foi há 12 anos que fui a Nova Iorque mas ainda hoje recordo a experiência já que, quer se goste mais ou se goste menos da cultura americana, é uma cidade diferente, é a cidade que nunca dorme.
Acho que é um local que nos preenche o imaginário, tanta vez presente nos filmes que vimos ao longo da nossa vida, é uma cidade que nos acompanha.

Decidi ir quase de um dia para o outro, porque apanhei uma promoção de voo + estadia em Janeiro e quis aproveitar. Quando dei conta já éramos 6 mulheres, o ideal para esta viagem!

Lembro-me que, quando finalmente cheguei e pisei pela primeira vez as ruas de Nova Iorque, me sentia como que fazendo parte de um qualquer filme. Entrei no metro e fiquei histérica como uma criança: era igualzinho ao que eu tinha visto no filme Madagáscar, quando andam todos à procura da girafa que se pirou do Zoo!

 

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Aquele sítio que vi tantas e tantas vezes na TV já não era uma realidade longínqua! Eu estava ali, era tudo real e passava a vida a andar de cabeça levantada, tentando vislumbrar onde terminavam todos aqueles arranha-céus e absorvendo a “vida” daquela cidade tão multicultural, cheia de gente tão diferente.

 

 

Nova Iorque tem mais de 8M de habitantes, é pouco menos do que a população total de Portugal.

No entanto achei impressionante como, ainda assim, consegue ter um parque que é um  oásis dentro da grande floresta de arranha-céus existente, o “Central Park”.

Aqui uma pessoa quase se esquece de onde está! É o sítio onde se pode relaxar, fazer desporto, libertar o stress da grande azáfama do quotidiano desta cidade.

 

 

 

Um dos locais que não poderia perder é um dos maiores símbolos de Nova Iorque, a Estátua da Liberdade. Este monumento foi oferecido pela França á cerca de 130 anos, para comemorar a Declaração da Independência dos Estados Unidos da América.

 

Este dia foi muito divertido!

Descemos Manhattan toda logo de manhã até à costa, onde iríamos apanhar o barco para ir ver a estátua. A pressa era tanta que só tive tempo de apanhar um daqueles bolos com sal grosso por cima – acho que são uma espécie de Pretzels (para mim aquilo é pão em forma de argolas) – e ir a comer no caminho (como se vê na foto, aliás).

Muitos eram os homens-estátua que havia por ali nas imediações chamando as pessoas para tirarem fotos. Nós tínhamos pressa, íamos recusando… Até que houve um mais atrevido que “abalroou” literalmente a Margarida! Antes que ela tivesse tempo de dar um “ai” ele já lhe tinha enfiado uma coroa igual à da Estátua, uma bandeira na mão e pousado para a foto!

Mas a dita coroa era demasiado grande e ela viu-se “grega” para a conseguir segurar na cabeça! Sorriu para a foto mas, logo a seguir, veio a praguejar todo o caminho por causa da lata do homem. Ah ah ah, morri a rir!

 

 

Outro dos símbolos desta cidade é – sem dúvida- o Empire State Buiding.

Este arranha-céus foi, durante muitos anos, o mais alto do mundo com os seus mais de 400m. E quem não se lembra do King Kong a escalar este prédio no famoso filme? A vista de lá de cima é absolutamente estonteante, como podem ver na seguinte foto, e este é mesmo caso para dizer que “uma imagem vale mais que mil palavras”.

 

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DSC00540Noutro dia tive de ir à zona do “Time Square”, ponte nevrálgico da cidade, e onde os Nova Iorquinos celebram as 12 badaladas de cada ano novo.  São tantos os estímulos visuais nesta ponta da cidade que nos sentimos pequenos e nem sabemos bem para onde olhar.

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Perto está também o estúdio da estação de Televisão MTV.

 

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Outro dos distritos famosos é “Wall Street”, expoente máximo do sistema capitalista e do mercado de acções. Quantas pessoas já se tornaram milionárias neste sítio? E quantas já arruinaram a vida?

 

 

Uma coisa que reparei ao passear pelas ruas foi o sentimento patriótico deste país, vendo-se centenas ou milhares de bandeiras nacionais em todos os cantos, como quando tivemos o Euro 2004 em Portugal.

Todos nós já ouvimos falar de “China Town” e claro está, não podia deixar de visitar. Realmente parece que, em poucos minutos, mudamos de localização.

Era como estar na China: tudo escrito em chinês, produtos chineses e obviamente pessoas chinesas. É um distrito enorme, é como uma cidade dentro de outra cidade. Nesta altura pensei que de facto existem culturas tão diferentes, e ainda bem, porque todos aprendemos um pouco mais com a diversidade.

 

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Claro está que andámos às compras! Havia falsificações de tudo o que se pode imaginar. mas as lojas eram minúsculas, com ar manhoso e os comerciantes sempre a tentar puxar-nos para as traseiras, onde estavam escondidas as peças ilegais, mais caras e de maior qualidade. “Iguais ao original”, diziam eles…

Mas nada como passear na Brodway para nos animar!

E claro que passámos pela NIKE e não resisti a tirar uma foto com o futuro do futebol, o Ronaldo!

Depois foi encontrar artigos para todos os preços, dos mais absurdos aos mais acessíveis. Vimos muito mais do que comprámos mas, mesmo assim, não deixámos de nos sentir como a Julia Roberts no filme “Pretty Woman”. Até a imitámos a desfilar pelas ruas com os sacos na mão. Mas, claro, ninguém nos ligou nenhuma…

 

O que mais me dava gozo era mesmo passear com aquele copo de café gigante. Aquecía-me as mães e ficava parecida com uma americana. Quando isso não resultava, parava numa qualquer esquina (onde há sempre uma barraca de cachorros) e comia qualquer coisa enquanto observava as limousinas a andar para trás e para a frente.

 

 

 

Isso e ir ao Hardrock Café! Muito giro, come-se muito bem mas… caro como tudo!

Resolvi deixar para último aquele que foi o momento mais duro desta minha viagem: ver o que restou do World

Trade Center depois do horrível atentado que custou a vida de tantos inocentes.

 

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Custou estar ali e imaginar todo aquele sofrimento mas era algo que tinha de fazer. Aproveitei para meditar um pouco e desejar que, um dia, todos estes atos terminem e possamos viver sem medos e desfrutar daquilo que o Mundo tem para nos oferecer.

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