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Marta Cardoso salta de páraquedas!

Na liberdade dos céus

Quando eu era rapariga, aí com 15/16 anos, via-me em duas situações possíveis: ou como cirurgiã plástica ou como piloto de aviões.

A liberdade dos céus era uma coisa que me fascinava. Parecia que deixávamos de ter limitações físicas – como o efeito da gravidade ou o peso do nosso corpo – e tudo era possível. Eu admirava os pássaros e perguntava-me como é que os aviões,  aquelas máquinas tão pesadas, conseguiam planar.

Claro que o tempo foi passando, os sonhos foram-se tornando mais realistas e a vida empurrou-me para outras paragens. Mas a vontade continuava lá.

Por isso, quando surgiu a oportunidade de tirar o curso de pára-quedismo, não hesitei! Empenhei-me com todo o afinco e foi uma sensação incrível quando saltei “em automático” pela primeira vez.

Saltar em automático é sair do avião com um cabo que está preso (numa extremidade) e a alavanca que faz sair o páraquedas (na outra extremidade). Isto significava que, alguns segundos depois de ter saltado, o cabo esticava e puxava o paraquedas.

Mas aqueles segundos em que voamos sozinhos, por nossa conta, são indiscritíveis. Depois é conduzir o paraquedas com todo o cuidado para aterrar no sítio certo.

Fiz mais de uma dezena de saltos e continuava entusiasmada. Em breve deixaria o automático, passaria a saltar em queda livre, viria a “voar” umas dezenas de segundos e estaria habilitada a puxar o meu próprio páraquedas. Era a independência…

Mas não sem antes apanhar um enorme susto em que os cabos se enrolaram todos, não deixaram o páraquedas abrir e eu vinha a cair desgovernada… mas acabou tudo em bem.

Só que, dias antes de começar a saltar em queda livre, descobri que estava grávida. Uma grande felicidade (já que estava a tentar) mas que me retirou a possibilidade de continuar o meu percurso pelos céus.

Agora, 13 anos mais tarde, voltei a ir à procura daquela sensação e aventurei-me num salto Tandem. A diferença é que saltamos em queda livre (o que eu ainda não tinha feito) e sem qualquer responsabilidade. É um instrutor, ao qual vimos agarrados, que nos proporciona essa liberdade.

Foi um reviver de emoções muito grande… o coração voltou a bater desgovernadamente e a liberdade tornou a invadir o meu corpo. Indescritível! Adorei!

 

salto

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