A Quinta

Todos contra um na Quinta! Onde é que eu já vi isto?

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Zé Maria – Big Brother 1

No passado dia 22 de Setembro de 2015 publiquei um artigo aqui no blog a propósito de estratégias (ou circunstâncias que acontecem naturalmente e sem premeditação) nos reality shows. E tudo porque a história destes formatos (tão bem sucedidos) em Portugal tem vindo a mostrar precisamente a tendência a que me referi o mês passado.

Agora que começou a Quinta parece que a história se repete. Senão vejamos: Eis o que escrevi na altura:

 

Realitys: Qual a situação mais vantajosa para um concorrente?

Um grupo de pessoas confinado a um espaço restrito e vigiado, rapidamente se transforma numa micro sociedade.

O contexto é específico mas – ainda assim – tem de existir de tudo: aquele que manda, aquele que é mandado, o atrevido, o humilde, o belo, o influenciável, o cómico, etc.

Mas no contexto de jogo nem todas estas posições são benéficas.

Se a ideia é ganhar protagonismo, visibilidade e manter-se no jogo pela polémica, os papéis de líder ou vilão são os ideais. Mas raramente resultam numa vitória.

Mas se a ideia é passar despercebido e alcançar a vitória, então os papéis de humilde ou cómico resultam melhor.

Ainda assim – e independentemente do papel que cada um vestiu – o melhor que pode acontecer a um concorrente é que a casa toda (ou quase toda) se vire contra ele.

Como micro sociedade que é, pertencer a uma minoria é benéfico. Mesmo que se tenha dado razões para que tal acontecesse, o facto de se estar sozinho contra uma casa inteira faz gerar a simpatia do público, pela falta de equilíbrio e sentimento de injustiça.

ze maria

 

 

 

 

Veja-se o caso do Zé Maria, por exemplo. Para além de ter uma personalidade diferente, o facto de estar à parte do resto do grupo fez gerar uma simpatia que o levou à vitória.

 

 

 

 

Luís - Secret Story 4

Luís – Secret Story 4

 

 

 

 

Mas o caso do Luís não foi muito diferente. O facto da Joana e Érica se terem virado contra ele quase no final deu-lhe a vitória de bandeja.

 

 

 

 

Elisabete - Secret Story 5

Elisabete – Secret Story 5

 

 

 

 

 

E dentro do mesmo género está o caso da Elisabete. A rapariga investiu em Bruno (que tinha a namorada e as duas ex no jogo) e foi altamente criticada por todos na casa, que a ofenderam, agrediram verbalmente e a puseram a chorar desesperada.

 

 

 

 

 

Ora isto, independentemente de se achar bem ou mal o facto da concorrente ter dado alguma esperança a Ricardo e depois ir “brincar” com Bruno, gerou a solidariedade do público que assistiu aos ataques – vindos de todos os lados. E acabaram por criticar Flávia (a ex-namorada, que passou a namorada dentro da casa outra vez, que foi depois abandonada e – nos ataques a Elisabete – ainda foi criticada).

Flávia . Secret Story 5

Flávia . Secret Story 5

 

 

 

Portanto, Flávia passou de vítima a vilã e, com Elisabete, aconteceu o oposto. E acabou por vencer a Casa dos Segredos 5!

 

 

 

 

 

 

Assim sendo, o que há a reter?

Que ter a “sorte” da casa se virar contra si é benéfico, ainda que gerir esta situação enquanto se está lá dentro não seja pêra doce. Mas quem conseguir fazê-lo… fica a um passo da vitória e, simultaneamente, ganha visibilidade e polémica.

Que jogo pode ser melhor?

Artigo publicado no Zoom In a 22 de Setembro de 2015

E a pergunta que coloco é: Estão a reconhecer este padrão em algum lado?

 

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