As minhas viagens

Marta Cardoso na Turquia: Pânico nos túneis

Dia 2

Acordamos em Ankara esganados de fome. Um de nós, que tinha acordado mais cedo, foi fazer reconhecimento do terreno e descobriu uma bela esplanada para o pequeno almoço.

Pequeno almoço típico

Procurávamos coisas típicas e ouvimos falar de Kahvalt (um conjunto de especialidades onde se incluía o queijo, o mel de flores, pão e azeitonas, tomate e pepino, entre outros).

E encontramos!
Depois foi só acompanhar com uma caneca gigante de sumo de laranja natural e tomar de café de cafeteira no final.
E tudo por menos de 4 euros cada um.

 

Kahvalt: Pequeno almoço típico da Turquia.

Kahvalt: Pequeno almoço típico da Turquia.

Polícia sempre atenta

Portanto, quando pegamos na carrinha rumo à Capadocia, já íamos quase almoçados.

Não sem antes eu ter tentado filmar um carro a ser rebocado e o polícia me ter impedido. (Video)

 

 

Os árabes não são dados ao registo de imagens e lidam mal com isso.

Lá fizemos mais 300 kms, praticamente em autoestrada. Os turcos a conduzir são estranhos, e a fazer manobras nem se fala!
A dada altura tivemos que parar porque estava tudo louco a fazer marcha atrás.
Era uma manifestação de pessoas que tinha bloqueado a estrada!

 

Túneis asfixiantes

Por uma questão de tempo não paramos logo na Capadócia e seguimos para a famosa cidade subterrânea Kaymakli, patrimônio mundial.

Entrada da cidade subterrânea de Kaymakli (Capadócia - Turquia)

Entrada da cidade subterrânea de Kaymakli (Capadócia – Turquia)

 

 

Não sou muito dada a estar debaixo da terra, recusei-me sempre a andar em túneis onde não conseguisse estar de pé. Até tinha pesadelos com isso…
Mas aqui – como se tratava de uma “cidade” – deduzi que fosse espaçosa. Enganei-me!
E passei por uma das situações mais difíceis da minha vida.

 

Nos subterrâneos, ao início da visita.

Nos subterrâneos, ao início da visita.

 

 

Ao início até havia espaço. Tentei desfrutar e ainda tirei algumas fotos. Mas quando dei conta estava em espaços mega apertados, comecei a tremer e a sentir falta de ar…

 

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Os minutos que se seguiram pareceram anos e não consigo descrever a sensação de pânico.
Eu só pensava que tinha de me controlar senão nunca mais conseguia sair dali.

 

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Quando me apanhei cá fora foi incrível! Mal me conseguia conter nas pernas e tive uma descarga de adrenalina sob a forma de choro. Foi um alívio tão grande…

É bonito, sem dúvida. E incontornável  para quem vem à Turquia. Mas se sofrem de algum tipo de claustrofobia, não aconselho.

Felizmente, por ser uma zona muito turística, havia logo ali um bar muito simpático onde consegui beber o meu primeiro café expresso desde que cheguei à Turquia.

Isso animou-me logo! Isso e um turco muito carismático que quase atropelava a minha amiga com um gelado de 4 quilos! (Video)

 

Ânimos serenados, lá fomos à procura do Hostel. Estávamos a caminho de Goreme, a vila onde íamos ficar hospedados na região da Capadócia. E o que encontramos superou completamente as nossas expectativas!

 

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Paisagens de vales rochosos incríveis que se estendiam 360 graus à nossa volta e nos traziam uma sensação de pequenez, mas também de paz e harmonia. Uma estranha sensação de euforia por estarmos a testemunhar algo tão belo, que se confundia com a noção clara de que somos pequenos e insignificantes perante a natureza e a sua força …

 

Eles bem tentaram livrar-se de mim mas ainda não foi desta!

Eles bem tentaram livrar-se de mim mas ainda não foi desta!

 

 

Claro que demorámos muito mais tempo a chegar ao destino mas valeu a pena! E quando pensávamos que já não poderíamos ser surpreendidos, eis que chegamos ao paraíso!

(Continua)

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5 Comments

  • Reply
    Marta Cardoso e os momentos de pânico nos túneis da Turquia - Dioguinho Blog
    31 Agosto, 2015 at 23:06

    […] “Tentei desfrutar e ainda tirei algumas fotos. Mas quando dei conta estava em espaços mega apertados, comecei a tremer e a sentir falta de ar… Os minutos que se seguiram pareceram anos e não consigo descrever a sensação de pânico“, desabfa, “Quando me apanhei cá fora foi incrível! Mal me conseguia conter nas pernas e tive uma descarga de adrenalina sob a forma de choro“, finalizou. Vê as fotografias aqui. […]

  • Reply
    Pedro
    1 Setembro, 2015 at 0:54

    Árabes? Na Turquia? Mas eram emigrantes?
    Os Turcos são muçulmanos, é um facto. Mas não são árabes. Não há nada mais incómodo de ler que este género de generalizações desinformadas por parte de quem tem responsabilidades perante a opinião pública.

    • Reply
      Marta Cardoso
      1 Setembro, 2015 at 18:56

      Olá Pedro
      Tenho falado com vários turcos e, de facto, há turcos que seguem a tradição àrabe, outros muçulmana, católica, e outras. Até há quem não se identifique com nenhuma.
      Tens direito à tua opinião, tal como eu tenho direito à minha. Benvindo ao Zoom In 😉

  • Reply
    Pedro
    4 Setembro, 2015 at 10:24

    Marta, grande confusão que vai por aí. Aconselho as páginas descomplicadas da Wikipédia para perceber o significado de árabe (que é um povo e não uma religião). São factos históricos e estão poucos sujeitos à sua ou à minha opinião. Quando diz “os árabes não gostam de não sei quê…” referindo-se a um polícia turco, só pode querer dizer duas coisas: ou o polícia era mesmo árabe (uma pequeníssima minoria na Turquia, cerca de 0,7%) ou a Marta está só a cometer a chamada argolada de chamar árabe a tudo o que se benze a Alá…

    • Reply
      Marta Cardoso
      4 Setembro, 2015 at 12:54

      Olá Pedro, outra vez 🙂
      É bem provável que tenhas razão e eu tivesse mesmo cometido a tal argolada
      (muito embora não tivesse visto o polícia benzer-se).
      … Brincadeira 😉
      Não conheço o suficiente desta cultura. Para ser honesta, nunca me cativou muito. Assim sendo vou assumir que a tua explicação está correta e agradecer-te pela informação.

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